quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Final Infeliz
Ao me olhar nos olhos, diretamente e sem vidraças me disse com a voz embargada.
- Jamais imaginei que pudesse ser tão feliz!
E sem nada que separasse nosso olhar, perguntei o porquê.
Fixei meus olhos marejados naquele que havia me enfeitiçado de uma maneira sem igual, total inusitada para alguém como eu.
Justamente assim com simplicidade e carisma me respondeu:
-Você é única!
Sem nada dizer, pois, naquele momento não caberiam palavras, fechei os olhos e aquele sentimento doce e bom tomou conta de mim, me invadiu, me transbordou... Apenas o abracei forte e demoradamente, sem querer que aquele momento inigualável acabasse, não queria mais o soltar..
Sempre tive muito medo dos vidros, que transparentes podem surgir e se colocar entre nós sem que possamos perceber, e quando enxergamos o embaçado que nele ficou, já é tarde.
E foi assim.
Tudo se acabou...
Tudo sempre começa com declarações de amor, de carinho, de admiração, seguido de um abraço quente e um beijo ardente.
E é assim que as coisas boas eternas se acabam também.
domingo, 4 de novembro de 2012
A carta
E mesmo depois de tanto tempo e toda distância, ainda assim, sinto você dentro de mim.
Sua lembrança vem como vento de tempestade, derrubando tudo ao meu redor.
Nossa vidas, cada dia mais seguem caminhos opostos, porém, algo que não sei explicar, ainda nos prende, nos segura, nos une.
Por algum motivo não conseguimos nos esquecer, nos livrar das lembranças, das doces lembranças de nós.
Parece-me que para sempre nossas marcas ficarão no coração, nossa imagem tatuada na alma um do outro, em nossa memória ficará cravada e nítida a intensidade da nossa vontade, do nosso desejo, do prazer que juntos sentíamos.
Atormentada. Profundamente atormentada. Perdida procuro por algo que me fortaleça.
Você é o meu grande amor, amor de conto de fadas, daqueles que feri, machuca, corrói mas faz bem sentir.
É difícil admitir que me apaixonei por uma pessoa tão diferente, tal vez por isso, ainda me esquivo desse amor tão imensamente perturbador e brando. Um sentimento tão inexplicável quanto seus olhos.
Tantas fantasias, lágrimas, dor e magia.
Tanto sofrimento, querer, desejo.
Crueldade e tentar me imaginar em outros braços que não sejam os teus.
Crueldade é matar esse amor tão puro.
Toda dor acaba quando nossos lábios se encontram, todas as lágrimas são de alegria, toda palavra de admiração, todo toque é carinho e todo olhar penetração.
Reflexão, solidão, medo é por esse caminho que passeio agora, e suponho que esta também seja sua estrada.
Talvez seja como eu.
Talvez sejamos de fato iguais.
Talvez você ainda procure em outro alguém algo que só em mim encontra.
Talvez, talvez e só talvez.
Talvez seja mútua a escolha de imaginar como seria ao invés de ser.
Talvez seja mútua a escolha de não tentar para se arrepender.
O talvez é só o que me resta.
Eu preciso acreditar que a vida só nos colocou um no caminho do outro para salvar nosso destino.
Lembrança
Aquilo que me sossega tem nome.
Aquilo que traz paz também tem.
Aquilo que me faz chorar é o mesmo que sossega e traz paz e tem nome.
Se chama " Lembrança ".
Lembrança... Tudo aqui agora é saudade.
Saudade do que algum dia foi muito mais que voz e toque. Muito mais que olhares, muito mais que beijos...
Sossega porque de alguma maneira um dia me pertenceu. Mesmo que não tenha sido por mais de quatro ou cinco horas, mesmo que por instantes, ainda assim você foi meu.
Agora seu cheiro se juntou com a música que toca, aquela música que um dia você dedicou pra mim.
E eu vagueio, vou longe, volto no tempo e sinto você aqui, com a mão em minha nuca, fumando seu cigarro e me abraçando com carinho, deitando minha cabeça em seu ombro.
Me traz paz pensar que nunca senti sua distância, pois todas as vezes que estivemos juntos, foram de total entrega, entrega de ambos. Nossos momentos nunca foram metade de algo, sempre fomos inteiros juntos, diria completos.
Nos teus braços eu sou só eu. Não me falta nada quando estou contigo. Você me preenche, me inunda.
Nos teus braços, mesmo que de vez em quando, mesmo que só as vezes, mesmo que quase nunca eu sou feliz!
Por isso choro.
Choro porque dói. Dói querer você aqui. Dói querer você pra mim.
Dói demais, por que ainda sou só tua.
Te espero, e acho que vou te esperar pra sempre, não é?
Não consigo te esquecer, esse amor não me deixa, parece-me que é ele que faz bater meu coração.
A música ainda toca e eu penso nas palavras que um dia me disse, e naquelas que deixei de te dizer.
A música ainda toca, repetida vezes ela toca, e eu?
Eu choro.
Choro de saudade, choro de vontade.
Choro porque falta você aqui.
Aquilo que traz paz também tem.
Aquilo que me faz chorar é o mesmo que sossega e traz paz e tem nome.
Se chama " Lembrança ".
Lembrança... Tudo aqui agora é saudade.
Saudade do que algum dia foi muito mais que voz e toque. Muito mais que olhares, muito mais que beijos...
Sossega porque de alguma maneira um dia me pertenceu. Mesmo que não tenha sido por mais de quatro ou cinco horas, mesmo que por instantes, ainda assim você foi meu.
Agora seu cheiro se juntou com a música que toca, aquela música que um dia você dedicou pra mim.
E eu vagueio, vou longe, volto no tempo e sinto você aqui, com a mão em minha nuca, fumando seu cigarro e me abraçando com carinho, deitando minha cabeça em seu ombro.
Me traz paz pensar que nunca senti sua distância, pois todas as vezes que estivemos juntos, foram de total entrega, entrega de ambos. Nossos momentos nunca foram metade de algo, sempre fomos inteiros juntos, diria completos.
Nos teus braços eu sou só eu. Não me falta nada quando estou contigo. Você me preenche, me inunda.
Nos teus braços, mesmo que de vez em quando, mesmo que só as vezes, mesmo que quase nunca eu sou feliz!
Por isso choro.
Choro porque dói. Dói querer você aqui. Dói querer você pra mim.
Dói demais, por que ainda sou só tua.
Te espero, e acho que vou te esperar pra sempre, não é?
Não consigo te esquecer, esse amor não me deixa, parece-me que é ele que faz bater meu coração.
A música ainda toca e eu penso nas palavras que um dia me disse, e naquelas que deixei de te dizer.
A música ainda toca, repetida vezes ela toca, e eu?
Eu choro.
Choro de saudade, choro de vontade.
Choro porque falta você aqui.
sábado, 3 de novembro de 2012
Despedida
Vai ser difícil conseguir dar sentido para o que agora escrevo.
Como falar de algo invivido, de uma vida que há muito não existe de fato, a morte só o impediu de respirar.
Como posso escrever, se queria mesmo era olhar, tocar, sentir...
Sei que já não posso mais voltar, agora de uma vez por todas.
Acabou!
Nada antes havia acabado pra mim.
Todas as oportunidades, todas as chances se esgotaram, e daqui pra frente é seguir tentando fazer tudo diferente.
Juro que sabia, mas também juro que nunca quis acreditar.
E ainda não acredito em como aconteceu, e porque aconteceu...
Não pode ser, você esteve aqui, eu sei que esteve, eu senti. Veio apenas dizer tchau ou veio pedir ajuda?
Nada mais posso te dizer, nem ao menos te pedir perdão. Tudo vai ficar pra sempre dentro de mim, e vai me corroer, vai me assombrar.
Ao receber a fatídica noticia, um filme de longa metragem passou frente aos meus olhos que inundados, choravam sua partida com trilha sonora especial.
Lembrei-me de como era bonito, divertido, cheiroso. De como era galante e como cantava mal.
E talvez, tenha até ouvido sua voz dizer meu nome.
Amado, amor... Tenho até hoje as cartas que te escrevi. Seu nome nunca foi riscado da minha agenda, e eu nunca me desfiz dos diários que contém as nossas histórias. Num contexto geral uma história triste e sem final feliz.
Você fez sua escolha, e eu sem alternativa evidente, tentei seguir o meu caminho. Não foi fácil refazer minha vida, e por incrível que pareça não adiantou te deixar ir.
Tudo que eu iria enfrentar, eu enfrentei, mas tive que fazer sem você.
É, são escolhas!!
As vezes, só as vezes, penso que poderia ter sido diferente.
O amor é estranho pra mim. E você é, e sempre será meu amor, um estranho amor. Um amor adolescente, forte e inesquecível, meu primeiro amor.
Vai com Deus querido amor!
Peço em oração que encontre a paz que tanto procurou, e nunca, em nenhum beco escuro, em nenhuma carreira, em nenhum cachimbo encontrou.
Vai com Deus meu amor!
E eu daqui acendo velas, rezo e peço que em algum lugar me perdoe.
Vai com Deus amor!
Como falar de algo invivido, de uma vida que há muito não existe de fato, a morte só o impediu de respirar.
Como posso escrever, se queria mesmo era olhar, tocar, sentir...
Sei que já não posso mais voltar, agora de uma vez por todas.
Acabou!
Nada antes havia acabado pra mim.
Todas as oportunidades, todas as chances se esgotaram, e daqui pra frente é seguir tentando fazer tudo diferente.
Juro que sabia, mas também juro que nunca quis acreditar.
E ainda não acredito em como aconteceu, e porque aconteceu...
Não pode ser, você esteve aqui, eu sei que esteve, eu senti. Veio apenas dizer tchau ou veio pedir ajuda?
Nada mais posso te dizer, nem ao menos te pedir perdão. Tudo vai ficar pra sempre dentro de mim, e vai me corroer, vai me assombrar.
Ao receber a fatídica noticia, um filme de longa metragem passou frente aos meus olhos que inundados, choravam sua partida com trilha sonora especial.
Lembrei-me de como era bonito, divertido, cheiroso. De como era galante e como cantava mal.
E talvez, tenha até ouvido sua voz dizer meu nome.
Amado, amor... Tenho até hoje as cartas que te escrevi. Seu nome nunca foi riscado da minha agenda, e eu nunca me desfiz dos diários que contém as nossas histórias. Num contexto geral uma história triste e sem final feliz.
Você fez sua escolha, e eu sem alternativa evidente, tentei seguir o meu caminho. Não foi fácil refazer minha vida, e por incrível que pareça não adiantou te deixar ir.
Tudo que eu iria enfrentar, eu enfrentei, mas tive que fazer sem você.
É, são escolhas!!
As vezes, só as vezes, penso que poderia ter sido diferente.
O amor é estranho pra mim. E você é, e sempre será meu amor, um estranho amor. Um amor adolescente, forte e inesquecível, meu primeiro amor.
Vai com Deus querido amor!
Peço em oração que encontre a paz que tanto procurou, e nunca, em nenhum beco escuro, em nenhuma carreira, em nenhum cachimbo encontrou.
Vai com Deus meu amor!
E eu daqui acendo velas, rezo e peço que em algum lugar me perdoe.
Vai com Deus amor!
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Perguntas
Cabe ao coração julgar ou a razão assimilar?
Cabe a nós pedir ou deixar a vida nos guiar?
Cabe ao desejo suplicar ou a vontade experimentar?
Cabe a mim sentir e a você gostar!
Cabe a nós pedir ou deixar a vida nos guiar?
Cabe ao desejo suplicar ou a vontade experimentar?
Cabe a mim sentir e a você gostar!
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