domingo, 21 de outubro de 2012

Janela

Moço da janela de cima,
Com que olhos me olha?
e de que cor me enxerga?
Moço da janela aberta,
Que me olha de baixo,
que de cima me afeta.
Moço da janela em frente,
Que ouve meus lábios,
que me interroga calado.
Moço da janela transparente,
Que cortina nos separa?
que fragmento une nosso presente?

Moço da janela de luz forte,
Será que sabes o que me causa?
Será que sabes o que me provoca?
Moço da janela ausente,
Que num cruzado de olhar me despe,
e no silêncio da boca me sente.


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